Quase cinco anos após o seu encerramento em 2021, o supermercado Kero Gika reabriu as portas nesta quinta-feira, 22, com um forte impulso ao mercado de trabalho, prevendo gerar mais de 500 empregos, sendo 220 directos e cerca de 300 indirectos.
Para preparar os novos quadros para os padrões de atendimento e operação exigidos pela marca, os profissionais seleccionados foram submetidos a um programa intensivo que totalizou mais de 25 mil horas de formação. A capacitação incluiu módulos teóricos e componentes práticas ministradas directamente nas lojas do grupo já em actividade.
Em declarações à imprensa, Paulo Silva, Director-geral do Kero, reafirmou o compromisso com o desenvolvimento profissional, a meritocracia e a criação de carreiras sustentáveis dentro da organização.
"Contratar é dar uma oportunidade, mas formar é criar condições para que essa oportunidade se transforme em sucesso," observou.
Parcerias académicas e estágios para mais de 400 Jovens
O gestor máximo da rede Kero destacou as parcerias estratégicas firmadas com o Instituto Superior Politécnico Metropolitano de Angola (IMETRO) e as negociações em curso com a Universidade Católica para o desenvolvimento de iniciativas corporativas, cujos resultados e impactos práticos já se têm revelado encorajadores.
No âmbito da responsabilidade social e da promoção da empregabilidade jovem, o responsável anunciou o recente protocolo assinado com o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP). A iniciativa dará origem a um programa de estágios profissionais nas diferentes unidades do Kero e preve acolher mais de 400 jovens a partir do próximo dia 1 de Novembro.
De acordo com Paulo Silva, o programa, desenvolvido em parceria com o Estado, permitirá aos estagiários tomar contacto com a realidade comercial sob a orientação de profissionais experientes. O projecto visa igualmente promover a inclusão e a igualdade de oportunidades e incentivar a participação activa de mulheres, jovens e pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Recuperação da infra-estrutura custou mais de 4 milhões USD
As obras de requalificação e apetrechamento custaram mais de 4 milhões de dólares norte-americanos. A medida envolveu trabalhos de renovação de equipamentos, modernização tecnológica, reorganização dos espaços comerciais e reforço das secções de frescos.
O encaixe financeiro permitiu instalar 30 caixas de pagamento e uma linha de produtos com mais de 20 mil referências, distribuída por mais de mil categorias alimentares e não alimentares.
Com uma extensão de 7 mil metros quadrados, o hipermercado mereceu ainda uma área dedicada a restauração de cerca de 400 m2 com a capacidade para acolher mais de 200 pessoas.
Forte aposta na produção nacional
A unidade comercial aposta na oferta de produtos nacionais. Segundo Paulo Silva, mais de 80% dos fornecedores da rede são locais, o que corresponde a mais de 400 parceiros que actuam no país.
“No segmento de frescos, a totalidade das frutas e legumes é adquirida a fornecedores locais”, informou, destacando que a medida visa contribuir para o escoamento da produção agrícola nacional e para o fortalecimento das cadeias de abastecimento.
A reabertura do espaço foi assinalada por uma programação que integerou uma exposição do artista plástico Álvaro Macieira, uma demonstração gastronómica do chef Ricardo Braga, centrada na valorização de ingredientes e tradições angolanas e actuações musicais.















