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Receitas do petróleo caem 6,71% para 8,33 mil milhões USD no terceiro trimestre

Teresa Fukiady
29/10/2026
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Apesar da queda face ao segundo trimestre, as receitas aumentaram 31,82% em comparação com o terceiro trimestre de 2025, beneficiando de preços mais altos no mercado internacional.

As exportações de petróleo bruto renderam ao país cerca de 8,33 mil milhões de dólares no terceiro trimestre de 2026, menos 6,71% do que no segundo trimestre, mas mais 31,82% do que em igual período do ano passado. Entre Julho e Setembro, Angola vendeu ao exterior 88,74 milhões de barris, mais 0,22% do que entre Abril e Junho e menos 2,87% em relação ao mesmo período de 2025.

Os dados foram divulgados pelo Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, na abertura do Outlook sobre as Exportações de Petróleo Bruto e Gás Natural, realizada nesta quinta-feira, 29.

Em termos homólogos, o aumento das receitas beneficiou, segundo José Barroso, de “preços mais altos no mercado internacional”, num trimestre em que o volume exportado recuou. As ramas angolanas foram vendidas a um preço médio ponderado de 93,825 dólares por barril. O Brent Datado registou uma média de 96,985 dólares, menos 6,61% do que entre Abril e Junho, mas cerca de 40,30% acima do terceiro trimestre de 2025.

O governante classificou o contexto internacional como “particularmente desafiante” e considerou que o mercado petrolífero continua sensível às alterações na procura global, às decisões dos principais países produtores, à disponibilidade das reservas estratégicas e, sobretudo, à evolução geopolítica nas principais regiões produtoras e rotas de transporte.

“No terceiro trimestre de 2026, o Brent Datado apresentou um comportamento volátil resultando em períodos alternados de apreciação e/ou depreciação do preço do crude. Por um lado, o abrandamento da procura mundial, o aumento da produção da OPEP+ e a libertação de reservas estratégicas norte-americanas exerceram pressão negativa sobre os preços”, explicou.

“Por outro lado, as tensões no Médio Oriente, as limitações à circulação marítima nos Estreitos de Ormuz e de Bab El-Mandeb, os riscos associados ao transporte de petróleo bruto e a redução da oferta proveniente de alguns mercados mantiveram elevado o prémio de risco geopolítico e a tendência da apreciação do preço do crude”, acrescentou.

José Barroso apontou ainda que os baixos níveis dos stocks comerciais, a elevada actividade de refinação e a menor disponibilidade de gasóleo contribuíram igualmente para sustentar os preços nos mercados internacionais.

No terceiro trimestre, a China manteve-se como o maior destino das exportações angolanas de petróleo bruto, com uma participação de 39,86%, seguida da Índia (18,45%), da Itália (5,63%) e da Espanha (5,03%).