O sector não petrolífero assume um peso de cerca de 85% no PIB nacional. Os dados foram avançados recentemente, em Luanda, pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
Segundo o governante, que intervinha no fórum empresarial Angola-Namíbia, no segundo trimestre deste ano, a economia expandiu cerca de 8,74% em relação ao período homólogo, tendo o sector não petrolífero crescido 9,24%.
No âmbito do programa de privatizações (PROPRIV), avançou que cerca de 100 empresas passaram para o domínio privado ou “têm agora o seu capital aberto”, destacando que a medida visa potenciar o sector empresarial privado e melhorar as condições de transparência, concorrência e protecção do investimento.
Já domínio cambial, referiu que foram eliminados os procedimentos administrativos que condicionavam a saída e entrada de divisas, com a adopção de medidas de gestão financeira adequada aos padrões de referência internacional.
O mercado de acções tornou-se uma realidade. De acordo com José de Lima Massano, o sector conta com seis empresas listadas, o que confere “maior profundidade ao nosso mercado financeiro”.
Destacou que o Executivo tem vindo a investir em infra-estruturas de apoio ao desenvolvimento da actividade económica, com realce para a modernização dos portos e aeroportos e a expansão da malha rodoviária.
“Hoje, cerca de 70% das zonas urbanas têm acesso à energia eléctrica da rede pública”, afirmou, destacando a pretensão de aumentar, de modo expressivo, a produção de água, incluindo para atenuar os efeitos da seca no sul de Angola.
Estes dados demonstram que “Angola tem vindo a dar passos determinantes no seu percurso de desenvolvimento”, afirmou o gestor público quando discursava no evento que reuniu empresários, investidores e representantes institucionais dos dois países, no âmbito da visita oficial de Estado da Presidente namibiana, Netumbo Nandi-Ndaitwah, à capital angolana.










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