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Venda de bens ao exterior atinge 3,9 biliões Kz puxada pelo petróleo no arranque do último trimestre

Adnardo Barros
27/10/2026
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Foto:
Arquivo e DR

O desempenho das vendas ao exterior impulsionou o saldo da Balança Comercial, que registou um aumento de 72,02% face a Agosto de 2026, fixando-se em 2,05 biliões Kz.

As exportações angolanas de bens cresceram 67,86% em Setembro deste ano para 3,90 biliões Kz face aos 2,32 biliões Kz do mesmo período em 2025, segundo a Folha de Informação Rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O resultado favorável das vendas para o exterior reflecte a evolução do preço médio do petróleo bruto, o principal produto de exportação do País. As vendas de petróleo, combustíveis e gás atingiram 3,73 biliões Kz e representaram 95,56% do total das exportações.

Por sua vez, as importações somaram 1,85 biliões Kz, um crescimento de 33,14% em relação aos 1,38 biliões Kz registados em 2025 e um crescimento de 33,08% face a Agosto.

Com este desempenho do comércio externo, a taxa de cobertura das importações pelas exportações situou-se em 211,1%, superior aos 185,9% verificados no mês anterior e aos 167,4% registados em Setembro de 2025.

China e Índia concentram maior fatia do destino das exportações

No capítulo dos parceiros comerciais, a China manteve-se como o principal destino das exportações de bens angolanos, absorvendo 35,80% do valor total das vendas. A Índia destacou-se na segunda posição com 32,43%, seguida da Itália (5,95%), Espanha (4,32%) e Estados Unidos da América (3,34%). Destaca-se ainda o forte crescimento homólogo das vendas destinadas à Itália, Omã e Malásia.

Do lado das compras ao exterior, a China liderou as origens das importações angolanas (21,10%), seguida por Taiwan (9,08%), Coreia do Sul (8,79%), Togo (7,30%) e Portugal (6,65%).

Na estrutura das exportações por grupos de produtos, o grupo de "Petróleo, combustíveis e gás" dominou amplamente com 95,56% do total exportado em Setembro. O grupo de "Pérolas, pedras e metais preciosos, bijutarias" pesou 1,73% e o de "Metais comuns" fixou-se em 1,12%.

Nas importações, a maior parcela do valor transaccionado coube à compra de "Petróleo, combustíveis e gás (Refinados)", com 34,17% do total, seguido por "Máquinas e Aparelhos" (19,68%) e "Veículos e outros meios de transporte" (10,02%).

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