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Volume de gás exportado por Angola reduz 48,1% entre Julho e Setembro

Teresa Fukiady
29/10/2026
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Redução é atribuída à “paragem para manutenção da fábrica ALNG”, da Angola LNG Limited, que iniciou uma Paragem Geral Programada (Turnaround, TAR) a 8 de Julho, com duração prevista de 32 dias.

Angola exportou cerca de 788,96 mil toneladas métricas de gás natural entre Julho e Setembro de 2026, avaliadas em aproximadamente 867,13 milhões de dólares. O volume representa uma queda de 51,49% face ao terceiro trimestre de 2025 e de 48,11% em relação a Abril e Junho deste ano.

A redução é atribuída pelo Governo à “paragem para manutenção da fábrica ALNG”, da Angola LNG Limited, que iniciou uma Paragem Geral Programada (Turnaround, TAR) a 8 de Julho, com duração prevista de 32 dias. Do total exportado, 94,44% corresponderam a gás natural liquefeito (LNG).

No período em análise, o valor bruto das exportações de gás recuou 30,12% em relação ao trimestre anterior e 3,40% face ao terceiro trimestre de 2025. 

O mercado asiático manteve-se como principal destino do LNG angolano. A Índia absorveu 83,14% do volume exportado, seguida da Coreia do Sul (8,64%) e da Indonésia (8,21%).

Os números foram apresentados pelo Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, na abertura do Outlook sobre as Exportações de Petróleo Bruto e Gás Natural, realizada nesta quinta-feira, 29, em Luanda.

Na sessão, José Barroso revelou também que as exportações de petróleo bruto foram avaliadas em cerca de 8,33 mil milhões de dólares no terceiro trimestre, mais 31,82% em termos homólogos, mas menos 6,71% face ao segundo trimestre deste ano. O país vendeu ao exterior 88,74 milhões de barris, mais 0,22% do que entre Abril e Junho e menos 2,87% do que no terceiro trimestre de 2025.

De acordo com o governante, estes indicadores confirmam que a evolução do sector petrolífero nacional não pode ser analisada de forma isolada e que o seu desempenho está directamente ligado às mudanças económicas internacionais, às condições de segurança das rotas marítimas, às decisões dos países produtores e ao comportamento dos principais mercados consumidores.

“Esta realidade exige de nós maior capacidade de antecipação, aperfeiçoamento permanente dos mecanismos de monitorização e uma coordenação cada vez mais estreita entre as instituições públicas e os operadores do sector. Devemos, por conseguinte, transformar a informação estatística em conhecimento útil para a tomada de decisões”, frisou.

O responsável defendeu ainda que é preciso “compreender os resultados alcançados, identificar os factores que condicionam o desempenho e definir respostas institucionais que reforcem a competitividade dos hidrocarbonetos angolanos e protejam os interesses do Estado”.