Abordou, há pouco, num dos painéis do Angola Hub Transporte e Logística Summit, o tema da Mobilidade. A Mota-Engil faz parte do consórcio – com a Omatapalo e a Griner Engenharia – que vai construir uma estratégica infra-estrutura ligada à mobilidade no País: o Metro de Superfície de Luanda. Os trabalhos da primeira fase, que contempla 60 km de linha, começam e terminam quando?
Datas exactas não consigo esclarecer, tem de ser questionado à empresa [consórcio]. Isto é um consórcio, não posso falar só pelo nome da Mota-Engil, porque é um consórcio de várias empresas. Nós, Mota-Engil, estamos inseridos nesse consórcio, onde, nesta primeira fase, já existe adjudicação da parte dos projectos, já existe uma adjudicação de início de trabalhos, que é o caso da linha vermelha, para o qual já estamos a debruçar.
Qual é o portfólio da Mota-Engil em Angola?
A Mota-Engil nasceu em Angola, fazemos este ano 80 anos. O nosso portfólio é extremamente variado. Ou seja, vamos desde a construção civil, infra-estruturas e até a nível do ambiente, temos empresas cá associadas, que é o caso, por exemplo, da Vista Waste, que é na recolha e tratamento de resíduos.
Fora a questão do Metro de Superfície, quais são as outras grandes empreitadas em Angola a cargo da Mota-Engil actualmente?
A grande obra que está actualmente no portfólio é o Corredor do Lobito, para o qual estamos a fazer a manutenção e a reabilitação do próprio Corredor do Lobito.
Angola vai inaugurar, na próxima semana, a primeira fase da Cadeia de Frio do Centro de Logística da Caála. O que é que isso significa em termos de cadeia de valor do Corredor do Lobito?
Temos de pensar que o Corredor do Lobito é um potencial enorme para todos, não é só para o caso de quem está a explorar, que é a LAR [Lobito Atlantic Railway], mas para todos nós. E o Governo está nesse sentido a enquadrar-se em todos os projectos de forma a rentabilizar ao máximo o Corredor do Lobito. Não sermos só nós, uma empresa ou duas, a usar o Corredor do Lobito, mas todos nós, toda a população poder usufruir do Corredor do Lobito. Eu próprio tenho experiência de que a população em si usa o Corredor do Lobito para fazer os seus negócios do dia a dia.
Qual é a cota da Mota-Engil Angola no universo Mota-Engil?
A carteira neste momento da Mota-Engil é superior a 17.000 milhões de euros – já penso que deve estar nos 19 [milhões] – e 50% da nossa carteira é focalizada aqui em África.
África é um mercado importante…
África é o nosso mercado muito importante; África e a América Latina.
Em África, quais são os outros países em que a empresa esta representada?
Angola é o nosso principal mercado. Estamos na Nigéria, onde temos um projecto enorme ferroviário; estamos em Moçambique; no Malawi; no Rwanda, na construção de um aeroporto. Estamos espalhados por toda a África.
Qual é a cota da mão-de-obra nacional no universo dos trabalhadores da Mota-Engil em Angola?
Neste momento, podemos dizer que a mão-de-obra operativa ela maioritariamente é nacional, podemos falar aqui na ordem dos 95%. Temos um plano que se chama o plano Focus 2030, que consiste em querermos que 80% da nossa mão-de-obra de gestão seja local, nos países onde estamos.
Quais são as grandes obras e projectos em Angola que tiveram a participação da Mota-Engil?
Estivemos envolvidos na construção da Baía de Luanda; na construção da ponte de Catumbela; estivemos envolvidos muito no passado no Aeroporto 4 de Fevereiro e recentemente também estivemos na reabilitação das suas pistas; estivemos envolvidos nas barragens no Sul de Angola, estivemos envolvidos no Posto fronteiriço do Luvu. Temos vários projectos em que estamos envolvidos e vamos continuar envolvidos cá em Angola, isso não há dúvida nenhuma.
















