Angola vai precisar de um montante superior a 412,3 mil milhões de dólares norte-americanos para financiar iniciativas climáticas entre 2025 e 2035. A estimativa foi reafirmada esta quarta-feira, 21, em Luanda, pela Directora de Soluções Confiáveis da PwC, Alexandra Moutinho, durante a sua intervenção à margem da VI Conferência E&M Ambiente e Desenvolvimento.
Ao sublinhar a dimensão expressiva do desafio financeiro que o país enfrenta, a responsável recordou que os dados foram previamente divulgados pelo Banco Nacional de Angola (BNA), em Julho do corrente ano.
Este envelope financeiro destina-se a cobrir medidas essenciais de mitigação e adaptação em sectores chave como a energia, a agricultura, a saúde e os recursos hídricos.
No que respeita ao sector bancário nacional, Alexandra Moutinho destacou que o financiamento sustentável já começou a dotar-se de instrumentos próprios. Como marco deste processo, a responsável apontou a primeira oferta pública de obrigações de sustentabilidade do país, realizada pelo Banco BAI e admitida à negociação na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).

A operação mobilizou cerca de 57,5 mil milhões de kwanzas, fundos canalizados para o financiamento de projectos com impacto ambiental e social alinhados com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.
A responsável destacou ainda outras iniciativas em curso, como a reabilitação de cerca de 1 300 km da linha ferroviária do terminal mineral do Corredor do Lobito, a construção de duas centrais solares fotovoltaicas, com capacidade superior a 500 MW e a construção de 65 mini-redes solares com armazenamento ligadas a sistemas de captação e purificação de água em quatro províncias do Sul de Angola, tal como noticiou a E&M.















