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Capital angolano em empresas cotadas na Bolsa de Lisboa ultrapassa 5,1 biliões Kz

Adnardo Barros
2/9/2026
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Foto:
DR

As participações da Sonangol no Millennium BCP e na Galp Energia consolidam Angola no topo dos Estados estrangeiros com maior peso accionista no principal índice lisboeta (PSI).

A carteira de participações angolanas em empresas portuguesas na Bolsa de Lisboa está avaliada em mais de 5,1 biliões Kz (5,7 mil milhões euros), segundo dados da consultora Refinitiv a que a E&M teve acesso.

A presença assenta nas posições da Sonangol no Millennium BCP e na Galp Energia, estrutura que assegura a liderança isolada entre os accionistas estatais estrangeiros no principal índice português (PSI).

Esta exposição financeira coloca o investimento público angolano à frente dos 4,6 biliões Kz (5,1 mil milhões EUR) detidos pela China e acima da carteira do próprio Estado português, avaliada em 1,4 biliões Kz (1,6 mil milhões euros). Em conjunto, Angola e China dominam cerca de 12% do mercado cotado lisboeta, num ecossistema em que o capital público estrangeiro controla 15,3% do valor total do índice, cuja capitalização global atinge 83,9 biliões Kz (92 mil milhões euros).

Na banca de retalho, através do Millennium BCP, a petrolífera estatal Sonangol consolida a posição de segundo maior accionista do maior banco privado português com uma fatia de 19,9% do capital social, um activo actualmente cotado em 2,9 biliões Kz (3,26 mil milhões euros).

No sector da energia e combustíveis, através da Galp Energia, a Sonangol detém uma participação indirecta equivalente a 17% no capital da petrolífera portuguesa. Esta posição é assegurada através do veículo Esperaza, sociedade sob controlo exclusivo da estatal angolana após a resolução do diferendo jurídico com Isabel dos Santos, que integra a estrutura accionista da Amorim Energia, holding de controlo da cotada. Esta fatia indirecta na empresa portuguesa tem um valor de mercado de 2,1 biliões Kz (2,4 mil milhões euros).

No mapa global do investimento público estrangeiro no principal índice português, a China surge em segundo lugar com 4,6 biliões Kz (5,1 mil milhões euros) distribuídos por participações na EDP (21,4%), REN (25%) e Mota-Engil (cerca de 30%).

Segue-se o Estado português, através da Parpública, com 1,4 biliões Kz (1,6 mil milhões euros) aplicados na Galp Energia e na REN. A lista dos principais investidores soberanos completa-se com o fundo da Noruega (Norges Bank), que detém 1,2 biliões Kz (1,4 mil milhões euros) com posições na EDP, BCP e Galp, e o fundo de Singapura (GIC Private Limited), com 579,1 mil milhões Kz (635 milhões euros) na EDP Renováveis.