A inteligência artificial, a qualidade da assistência médica e a segurança do paciente estão entre os principais temas do 5.º Congresso da Clínica Girassol, que decorre no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, sob o lema “Maioridade no cuidado da saúde: inovação, tecnologia e novos tratamentos”.
O encontro reúne especialistas de Angola, Portugal e Brasil, com predominância de oradores nacionais, para debater os avanços científicos e tecnológicos aplicados à medicina e o seu contributo para a melhoria dos cuidados de saúde.
“O congresso traz muito a vertente da tecnologia agregada à ciência, a inteligência artificial e o que é que estas tecnologias nos podem trazer”, explica a porta-voz do Congresso, Yala Almeida.
A predominância de especialistas nacionais é, para a porta-voz, um indicador da capacidade científica dos profissionais angolanos. “Isto mostra a elevada qualidade científica que os nossos quadros já têm e que é possível fazer um congresso deste nível com quadros nacionais, trazendo o que há de novo e cientificamente comprovado aqui em Luanda”, salientou.
A aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas à medicina constitui outro dos eixos do encontro. A abordagem, de acordo com a organização, procura explorar o contributo da inovação para melhorar os cuidados de saúde, mantendo o profissional de saúde como elemento central da assistência ao paciente.
“Queremos mostrar como é que as tecnologias podem ser nossos alicerces. Como é que podemos usá-las e não as tecnologias usarem-nos ou substituírem-nos, que é um grande medo que todos os profissionais têm”, explicou Yala Almeida. “Não temos que ter medo das tecnologias. Temos que saber que elas existem. Quais são as ferramentas e os momentos certos para as utilizar”, acrescentou.
Entre as principais apostas desta edição, a responsável destacou a formação em gestão, qualidade e segurança do paciente, a componente prática dos cursos pré-congresso e a capacitação para a elaboração de artigos científicos, com o objectivo de aumentar a presença da produção científica angolana em publicações internacionais.
A organização prevê realizar a próxima edição dentro de dois anos, em linha com a periodicidade bienal do congresso.















