A Grandes Moagens de Angola (GMA), do Grupo Webcor, venceu o Prémio Produção Nacional 2026 na categoria Substituição de Importações, com a farinha de trigo produzida no Porto de Luanda.
O prémio foi entregue a 31 de Outubro, durante o FIN Summit, com o apoio do Ministério da Indústria e Comércio. Fátima Vunge, da Direcção Financeira, recebeu a distinção em nome da empresa.
A fábrica do Porto de Luanda processa até 1.200 toneladas de trigo por dia e abastece padarias, pastelarias e a indústria alimentar. Em actividade desde 2017, foi um dos primeiros grandes investimentos industriais do Grupo Webcor no país.
“Este prémio reconhece uma escolha de longo prazo: investir em Angola e na sua capacidade de produzir”, afirmou César Rasgado, director-geral da GMA. Segundo o responsável, a qualidade do trabalho reflecte a das equipas, com as quais a empresa quer continuar a ser “a moageira de referência no país”.
No Lobito, a GMA dispõe de silos e infra-estruturas para receber, armazenar e movimentar cereais. A ligação por estrada e caminho-de-ferro facilita o abastecimento interno e pode abrir caminho a mercados vizinhos através do Corredor do Lobito, mas, sublinha a empresa, a prioridade continua a ser o mercado nacional.
A empresa assinou acordos com produtores angolanos para comprar matéria-prima, o que garante escoamento à produção agrícola e aumenta o peso do sector na cadeia industrial. “Esta orientação insere-se na estratégia do Grupo Webcor de aproximar a produção agrícola, a transformação industrial e o acesso ao mercado, construindo sobre a experiência e as infra-estruturas desenvolvidas ao longo de mais de três décadas em Angola”, destaca a empresa numa nota.
Em parceria com a Soufflet Négoce by InVivo e o Grupo Webcor, a GMA está a montar uma escola profissional de panificação, para formar profissionais e melhorar a qualidade do pão que chega aos consumidores.
“Acreditamos numa Angola que produz cada vez mais do que consome e que tem capacidade para abastecer outros mercados africanos. O nosso papel é continuar a construir as condições para isso: qualidade, competências, infra-estruturas e ligações mais fortes aos produtores nacionais”, acrescentou César Rasgado.















