Nos últimos cinco anos, os investimentos no sector de petróleo e gás em Angola registaram um forte crescimento, fixando-se actualmente perto de 15 mil milhões USD por ano. A informação foi avançada pelo Administrador Executivo da ANPG, Alcides Andrade, na segunda edição da Angola Energy Leaders Summit (AELS 2026), realizada recentemente em Luanda.
Segundo o responsável, este volume representa uma “recuperação expressiva” do sector, impulsionada por um conjunto de reformas fiscais e contratuais promovidas no país para aumentar a atractividade e a competitividade do mercado nacional, o que culminou, em parte, com a entrada de novas multinacionais.
A partir do final de 2014, a crise económica global provocou uma queda brusca no preço do barril de petróleo, o que levou a um declínio acentuado nos investimentos e na exploração. De acordo com o titular da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, em 2020, o investimento anual atingiu o ponto mais baixo, situando-se em cerca de 8 mil milhões USD.
Para os próximos cinco anos, as projecções apontam para um investimento acumulado na ordem dos 70 mil milhões USD.
Estes montantes são maioritariamente alocados a despesas de capital (CAPEX), com foco directo na perfuração de poços e no desenvolvimento de novos projectos petrolíferos.
“(…) Em 2020, nós chegámos ao nível de ter cerca de 8 mil milhões de investimentos anuais; hoje estamos em quase 15 mil milhões de investimentos anuais. A projecção para os próximos 5 anos é de cerca de 70 mil milhões de investimentos totais no sector (…)”, detalhou.
Ao apresentar o actual cenário do sector de Oil & Gas, o gestor destacou que o ambiente “favorável” tem atraído mais operadores para o país. Nos últimos anos, o número de empresas de exploração e produção subiu de 20 para 37.
Para além disso, o regime de produção incremental em campos maduros já permitiu captar mais de 500 milhões de barris de petróleo e atrair um investimento directo de mais de 6 mil milhões USD.
Por outro lado, Alcides Andrade assinalou que a força de trabalho no sector duplicou nos últimos 8 anos, saindo de 22 mil pessoas para cerca de 42 mil, das quais 87% são quadros angolanos, aos passo que as empresas 100% nacionais viram a sua participação no volume total de contractação subir de 4% para perto de 8%.
“(…) também em relação às companhias, nos últimos 3 anos conseguimos quase que duplicar a participação das empresas angolanas em termos de volume de contractação”, informou o executivo da ANPG.















