Mais de 100 angolanos em situação de carência económica foram encaminhados para os centros de acolhimento da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), em Portugal, em 2025, enquanto aguardavam uma decisão sobre os respectivos pedidos de protecção internacional.
Dos 1.765 pedidos de protecção internacional apresentados no país ao longo do ano, 980 requerentes não dispunham de meios próprios para assegurar as condições básicas de subsistência e foram encaminhados para respostas de acolhimento previstas na Lei de Asilo.
De acordo com o Relatório de Migrações e Asilo da AIMA, divulgado na terça-feira, 23, entre os requerentes encaminhados, 116 eram angolanos, o equivalente a cerca de 12% do total. Angola foi, assim, a terceira nacionalidade mais representada, atrás da China, com 153 pessoas, e da Colômbia, com 123. A lista inclui ainda a Gâmbia, com 86 requerentes, a Guiné Conacri, com 52, Nigéria e Marrocos, ambos com 48, Venezuela, com 24, República Democrática do Congo, com 23, e Senegal, com 20.
O acolhimento enquadra-se no sistema de apoio previsto na Lei de Asilo para requerentes de protecção internacional sem meios suficientes para assegurar as necessidades básicas, de acordo com os critérios aplicáveis ao acesso às respostas disponibilizadas. As respostas disponibilizadas incluem alojamento, alimentação, vestuário e cuidados básicos de saúde.
No geral, Portugal registou, no ano passado, 1.765 pedidos de protecção internacional, menos 34% do que em 2024, quando foram apresentados 2.677 requerimentos. Entre as nacionalidades com mais pedidos, Angola ocupou também a terceira posição, com 159 requerimentos. A Colômbia liderou, com 246 pedidos, seguida da China, com 169. Venezuela, com 104, e Gâmbia, com 100, completaram as cinco principais nacionalidades.
Segundo o documento, consultado pela E&M, os pedidos de protecção representam apenas uma pequena parte da presença angolana no país. No final do ano passado, 99.050 cidadãos de nacionalidade angolana residiam em Portugal, numa população estrangeira total de 1.585.854 pessoas. Os angolanos eram cerca de 6,25% da população estrangeira residente no país. O número coloca Angola como a segunda maior comunidade estrangeira em Portugal, atrás apenas do Brasil que pelo sexto ano consecutivo lidera a lista com 493.622 pessoas, o equivalente a 31,1% do total.
Segundo o documento, consultado pela E&M, os pedidos de protecção internacional representam apenas uma pequena parte da presença angolana em Portugal. No final de 2025, 99.050 cidadãos de nacionalidade angolana residiam no país, numa população estrangeira total de 1.585.854 pessoas. Os angolanos representavam, assim, 6,25% da população estrangeira residente. Angola era a segunda maior comunidade estrangeira em Portugal, atrás apenas do Brasil, que pelo sexto ano consecutivo liderou a lista, com 493.622 residentes, equivalentes a 31,1% do total.















