As 4 760 000 acções do Standard Bank Angola, S.A. detidas pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), em nome do Estado, vão ser colocadas à venda no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV). O prospecto da Oferta Pública de Venda e Admissão à Negociação foi formalmente aprovado pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC), soube a E&M num comunicado oficial do regulador.
A CMC deu "luz verde" definitivo ao Prospecto de Oferta Pública Inicial (OPI) de Venda e Admissão à Negociação de acções do Standard Bank de Angola, S.A. A operação, inserida no Programa de Privatizações do Executivo (PROPRIV), arranca formalmente já no dia 11 de Setembro de 2026, estendendo-se até ao dia 25 de Setembro de 2026 e marca um dos momentos mais aguardados do mercado financeiro.
De acordo com o documento homologado pelo regulador, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), em representação do Estado angolano, vai colocar no mercado um lote total de 4 760 000 acções ordinárias, representativas de 34% do capital social do banco.
Para o público em geral, o intervalo de preços fixado para o processo de subscrição situa-se entre o mínimo de 41 220 Kz e o máximo de 50 000 Kz por cada acção, ao passo que para o accionista estratégico SBGL (que detém actualmente uma participação social correspondente a 50,9% do capital social e dos direitos de voto) o valor de aquisição é de 41 220,24 Kz por acção.
No que diz respeito à dispersão do capital, a estrutura desta OPI foi delineada em duas frentes fundamentais, combinando o exercício do direito de preferência com a abertura ao mercado financeiro alargado. O Segmento do Accionista SBGL assegura a reserva de um lote de 3 360 000 acções (equivalente a 24% do capital total da instituição), permitindo ao parceiro estratégico reforçar a sua participação na estrutura accionista da empresa.
Paralelamente, o Segmento do Público em Geral assume a disponibilização de 1 400 000 acções (representando 10% do capital social). Esta tranche destina-se a absorver a procura de um espectro alargado de investidores, desde os pequenos subscritores e particulares até às grandes entidades institucionais.








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