Entre 2021 e 2025, a carteira anual de investimentos da Sonangol passou de 995 milhões USD para 3,4 mil milhões, um crescimento médio superior a 36% ao ano, acumulando no período de referência cerca de 10,35 mil milhões USD, anunciou, nesta quarta-feira, 09, em Luanda, Osvaldo Inácio, administrador Executivo da petrolífera.
Estes resultados, segundo o quadro da empresa angolana, demonstra uma decisão clara de reinvestimento na reposição de reservas, no aumento da capacidade, na modernização de activos, na redução de vulnerabilidades e na criação de novas fontes de valor para Angola.
“Só no primeiro semestre deste ano, desembolsámos cerca de 1,2 mil milhões de dólares, com forte concentração na actividade de exploração e produção. Estes números sustentam a responsabilidade da Sonangol enquanto investidor do sector petrolífero angolano”, considerou Osvaldo Inácio, quando intervinha na conferência Angola Oil & Gas.
Referiu que o espaço que a maior empresa do País ocupa no sector petrolífero nacional não se mede apenas pelo capital que investe, mas também pela importância que este capital representa para Angola, assente em transformar investimento em criação de valor.
Para o administrador Executivo da Sonangol, o quadro reforça a convicção segundo a qual a sustentabilidade financeira da companhia dependerá cada vez mais da capacidade de transformar investimento em maior produção, em maior eficiência operacional, em rentabilidade e geração sustentável de cash flow.
“Para tal, a nossa aposta vai continuar a ser o rigor na selecção e execução dos projectos, disciplina de custos e uma afectação criteriosa de capital, reforçando a capacidade de autofinanciamento, resiliência financeira, resposta às necessidades de consumo doméstico de refinação e a criação de valor para o accionista e para a economia do País”, declarou.
Destacou o papel da companhia no novo ciclo de relançamento da produção petrolífera em Angola, com a presença da Sonangol em 42 concessões petrolíferas, em 11 das quais actua como operadora, constituindo “por isso, a maior presença individual no portfólio de concessões e sendo o maior investidor do sector” no País.
“Mas queremos ir além da participação. Enquanto companhia nacional de referência, devemos possuir capacidade para explorar, para perfurar, desenvolver, produzir, transformar e comercializar recursos do País”, descreveu Osvaldo Inácio.











%20(1).webp)



