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AOG2026: Chevron acelera investimento em Angola para impulsionar cadeia do gás

Adnardo Barros
9/9/2026
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Foto:
Andrade Lino

A estratégia visa consolidar a cadeia de valor integrada do gás no mercado angolano, num momento em que a fábrica Angola LNG atingiu a capacidade máxima de produção de mil milhões de pés cúbicos/dia.

A norte-americana Chevron prevê investir na expansão e modernização de activos no Bloco 0, após ter garantido a extensão do contrato de concessão até 2050. 

A garantia foi dada pelo director-geral da Chevron para a África Austral, Frank Cassulo, durante uma intervenção na Conferência Angola Oil & Gas (AOG) 2026. O responsável salientou a relevância do Bloco 0 na carteira de activos da energética a longo prazo, não obstante a fase adiantada de maturação daquela área offshore.

“O Bloco 0 é um activo muito maduro e prolífico. Obtivemos recentemente a extensão da licença do bloco até 2050”, sublinhou o gestor, detalhando que a petrolífera irá desmantelar algumas instalações antigas e canalizar capitais para novos desenvolvimentos na concessão.

A extensão contratual assegura à Chevron não só a produção de hidrocarbonetos líquidos, mas também uma fonte sustentada de abastecimento de gás a longo prazo, servindo de suporte às operações da Angola LNG. 

O anúncio sucede à descoberta realizada em Agosto de 2026 no poço 105-4X, onde a empresa identificou uma coluna de hidrocarbonetos com mais de 600 metros e um reservatório líquido de 90 metros de espessura, cujos estudos para ligação à infraestrutura existente se encontram em curso.

Durante o evento, Frank Cassulo destacou ainda como um marco extraordinário o facto de o complexo industrial da Angola LNG  ter alcançado a capacidade nominal de mil milhões de pés cúbicos por dia, reforçando o posicionamento do País no mercado global de gás natural liquefeito.

O desempenho da fábrica do Soyo é alavancado também pelo arranque da produção no âmbito do Novo Consórcio de Gás (NGC, na sigla em inglês),  o primeiro projecto dedicado ao gás não associado em Angola, operado pela Azule Energy e que conta com a Chevron como parceira. Segundo o responsável da empresa norte-americana, a iniciativa integra uma cadeia de valor  mais ampla que tem vindo a ser consolidada no sector energético angolano.