A norte-americana Chevron prevê investir na expansão e modernização de activos no Bloco 0, após ter garantido a extensão do contrato de concessão até 2050.
A garantia foi dada pelo director-geral da Chevron para a África Austral, Frank Cassulo, durante uma intervenção na Conferência Angola Oil & Gas (AOG) 2026. O responsável salientou a relevância do Bloco 0 na carteira de activos da energética a longo prazo, não obstante a fase adiantada de maturação daquela área offshore.
“O Bloco 0 é um activo muito maduro e prolífico. Obtivemos recentemente a extensão da licença do bloco até 2050”, sublinhou o gestor, detalhando que a petrolífera irá desmantelar algumas instalações antigas e canalizar capitais para novos desenvolvimentos na concessão.
A extensão contratual assegura à Chevron não só a produção de hidrocarbonetos líquidos, mas também uma fonte sustentada de abastecimento de gás a longo prazo, servindo de suporte às operações da Angola LNG.
O anúncio sucede à descoberta realizada em Agosto de 2026 no poço 105-4X, onde a empresa identificou uma coluna de hidrocarbonetos com mais de 600 metros e um reservatório líquido de 90 metros de espessura, cujos estudos para ligação à infraestrutura existente se encontram em curso.
Durante o evento, Frank Cassulo destacou ainda como um marco extraordinário o facto de o complexo industrial da Angola LNG ter alcançado a capacidade nominal de mil milhões de pés cúbicos por dia, reforçando o posicionamento do País no mercado global de gás natural liquefeito.
O desempenho da fábrica do Soyo é alavancado também pelo arranque da produção no âmbito do Novo Consórcio de Gás (NGC, na sigla em inglês), o primeiro projecto dedicado ao gás não associado em Angola, operado pela Azule Energy e que conta com a Chevron como parceira. Segundo o responsável da empresa norte-americana, a iniciativa integra uma cadeia de valor mais ampla que tem vindo a ser consolidada no sector energético angolano.









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