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BODIVA: queda do volume de negócios e admissão à negociação em bolsa marcam resultados de 2024

Sebastião Garricha
1/4/2025
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Foto:
Cedida pela fonte

O EBITDA registou uma descida de 49%, fixando-se nos 27%. O activo líquido totalizou Kz 9.749 milhões, uma redução de 3% em relação ao ano anterior.

A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) apresentou esta terça-feira, 1 de Abril, os resultados do exercício de 2024, ano marcado pela consolidação da sua trajectória de crescimento, bem como pela histórica admissão à negociação em Bolsa.

Segundo nota consultada pela Economia & Mercado, a concretização da Oferta Pública de Venda evidenciou a confiança dos investidores, com um rácio de procura de 778,9% ao preço máximo de Kz 13.259, reforçando a credibilidade e solidez da empresa e do mercado que gere.

Entretanto, no documento lê-se que a conjuntura macroeconómica adversa, marcada por alterações na estratégia de gestão da dívida pública e pela adaptação ao novo modelo de intermediação, influenciou o volume de negociação e os indicadores financeiros da BODIVA.

“O volume de negócios atingiu os Kz 5.102 milhões, representando uma redução de 27% face ao período homólogo”, lê-se no comunicado assinado pelo departamento de comunicação da BODIVA.

O EBITDA, por exemplo, registou uma descida de 49%, fixando-se nos 27%. O activo líquido totalizou Kz 9.749 milhões, uma redução de 3% em relação ao ano anterior, enquanto o resultado líquido se situou nos Kz 1.333 milhões, menos 57% que em 2023.

“Estes resultados reflectem não apenas a dinâmica do mercado, mas também os desafios impostos pelo contexto económico e financeiro, que condicionaram o comportamento dos investidores e a liquidez do mercado”, reforça a instituição. 

Equilíbrio entre crescimento e retorno aos accionistas

De acordo com o documento que citamos, a política de dividendos da BODIVA equilibra o retorno aos accionistas com a necessidade de reinvestimento estratégico, especialmente em fases de crescimento e transformação institucional. 

No exercício de 2024, “ainda que tenha sido o ano com o menor valor absoluto distribuído em dividendos”, a decisão decorre directamente do contexto excepcional que marcou o período: a entrada da BODIVA em bolsa.

Perante um resultado líquido individual de Kz 1.332.933.713, como descreve o comunicado da BODIVA, os accionistas aprovaram a seguinte aplicação: 27% para reservas legais, reforçando a solidez e a sustentabilidade financeira da instituição; 29% para resultados transitados, destinados a financiar projectos estratégicos de desenvolvimento e consolidação da BODIVA enquanto entidade cotada; e 44% para dividendos, reflectindo o compromisso contínuo com a remuneração dos accionistas.

“A retenção parcial dos lucros não só garante os recursos necessários para o reforço da capacidade técnica, operacional e estratégica da BODIVA, como também sustenta a sua evolução num momento determinante para a consolidação do mercado de capitais angolano”, lê-se.