A cotação do crude atingiu esta quarta-feira a fasquia dos 100 dólares por barril, impulsionada pelo agravamento dos confrontos militares no Médio Oriente, numa altura em que a escalada de tensão se intensificou após as forças norte-americanas terem destruído mais cinco petroleiros iranianos e de Teerão ter retaliado com ataques contra posições dos Estados Unidos na Jordânia.
Apesar de um ligeiro recuo face aos máximos intradiários, os dois principais contratos de referência mantêm-se pressionados em alta, com registos superiores a dois dólares face ao fecho anterior. Por volta das 9h, o Brent, que serve de referência às exportações angolanas, transacciona-se nos 100 dólares por barril, ao passo que o West Texas Intermediate (WTI) negoceia nos 94,54 dólares.
Estes incidentes representam o mais recente capítulo de uma espiral de conflito iniciada no final da semana passada, altura em que os EUA atingiram três petroleiros em resposta a um ataque prévio da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC) contra duas embarcações de guerra norte-americanas.
Em comunicado emitido ao final do dia de terça-feira, o Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou a destruição dos cinco navios de transporte de petróleo bruto iranianos, justificando a intervenção como resposta ao lançamento de mísseis balísticos por parte do IRGC contra um navio da Marinha norte-americana.
Segundo a mesma fonte, quatro das embarcações o M/T Kaviz, o M/T Charminar, o M/T Horizon 1 e o M/T Riesco foram afundadas no Golfo de Omã. Já o petroleiro M/T Derya foi interceptado e atingido nas imediações da Ilha de Kharg, um ponto estratégico para o escoamento do crude iraniano.









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