IFC Markets Live Quotes
Powered by
3
1
PATROCINADO

Cimeira da UA: “Não poderá haver integração económica sem estabilidade” - diz João Lourenço

Victória Maviluka
31/8/2026
1
2
Foto:
Carlos Aguiar

O PR angolano augura que a Cimeira de Luanda promova debates francos, construtivos e orientados para decisões que contribuam para a edificação de uma África mais pacífica e estável.

O Presidente da República, João Lourenço, afirmou, neste domingo, 30, em Luanda, que “não poderá haver desenvolvimento sustentável, integração económica efectiva e melhoria das condições de vida” das populações africanas sem segurança, paz, estabilidade e concórdia entre os povos.

Ao discursar na qualidade de anfitrião da 21.ª Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da UA dedicada à prevenção, mediação e manutenção da paz no continente, o Chefe de Estado angolano referiu que o encontro se insere na continuidade do compromisso assumido por Angola em favor da paz, da segurança e da estabilidade em África. 

Durante o exercício da Presidência da União Africana em 2025, recordou, Angola colocou estas matérias entre as prioridades da agenda da sua liderança, com o objectivo de tornar mais eficazes os instrumentos de que África dispõe para prevenir conflitos e mediar crises. 

“Estou convencido de que hoje vamos trabalhar todos com muita seriedade e sentido de responsabilidade para que esta sessão seja um ponto de viragem relativamente aos esforços que temos empreendido para colocarmos em marcha todos os mecanismos existentes visando à prevenção e resolução dos conflitos no nosso continente”, perspectivou.

Durante a sua intervenção no encontro que decorreu no Palácio de Convenções de Luanda, João Lourenço augurou que a sessão conduza à adopção de medidas concretas, acompanhadas de “responsabilidades claramente definidas” e de mecanismos eficazes de acompanhamento de casos que podem desencadear em conflitos no continente. 

Apelou à mobilização de instrumentos políticos, diplomáticos, financeiros e instituições para prevenir os conflitos antes que estes se transformem em guerras e para pôr fim, no mais curto espaço de tempo possível, aos conflitos que já existem em África. 

“A paz não é apenas uma condição para o desenvolvimento económico dos nossos países e a dignidade dos nossos povos. A paz é uma condição para a estabilidade dos nossos Estados e para a realização da Agenda 2063 à África que queremos. É nossa responsabilidade criar as condições para que as futuras gerações de africanos possam viver num continente livre de guerras e conflitos armados violentos; mais integrado, mais próspero e mais seguro”, disse.