O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) e a empresa tecnológica Mwango Brain, S.A. assinaram, em Luanda, um novo protocolo de cooperação para o acolhimento de quatro estagiários no âmbito do programa Jovem+, numa iniciativa financiada pelo Banco Mundial que visa aferir a capacidade de absorção do mercado de trabalho formal.
O Jovem+ (Projecto de Emprego e Oportunidades para Jovens em Angola), promovido pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) e executado pelo INEFOP, conta com um orçamento global de 250 milhões de dólares até 2030.
A meta governamental prevê beneficiar cerca de 500 mil jovens entre os 16 e os 35 anos, disponibilizando 50 mil estágios profissionais remunerados ao longo do quinquénio dos quais 4 mil estão orçamentados para o exercício de 2026. Na fase inicial, mais de 400 empresas distribuídas por 12 províncias aderiram à iniciativa.
Apesar de o INEFOP ainda não ter disponibilizado uma taxa média nacional oficial sobre a integração dos participantes, amostragens do sector privado indicam resultados de retenção laboral. A Mwango Brain, que colabora com o organismo público desde Maio de 2023 através do Centro de Emprego da Ingombota, acolheu 13 estagiários, dos quais cinco foram contratados em regime permanente.
Esta taxa de integração de 38% permitiu que os novos profissionais passassem a representar cerca de 9% do universo actual de 55 colaboradores permanentes da tecnológica.
Os estágios enquadrados nesta parceria cobrem áreas técnicas como desenvolvimento web, análise de dados e apoio administrativo e comercial. A triagem inicial é assegurada pelo Serviço Público de Emprego, cabendo a selecção final à empresa acolhedora, em função das suas necessidades operacionais.
Durante a formação prática, os estagiários são acompanhados por tutores internos, mantendo o INEFOP a responsabilidade pelo pagamento da bolsa mensal e do seguro contra acidentes de trabalho. O regulamento em vigor estabelece que a relação de estágio profissional não constitui um vínculo laboral directo.
"Não contratámos cinco pessoas por generosidade. Contratámos porque foram colocadas perante problemas reais, com prazo e com consequência, e resolveram-nos. Um estágio que não permite demonstrar competência não serve nem ao jovem nem à empresa", declarou José Dala, director de Infra-estruturas da Mwango Brain.
Com a entrada da nova coorte de quatro estagiários, que serão afectos a projectos de transformação digital e análise estatística, o modelo de cooperação público-privada entre o INEFOP e o tecido empresarial continua a servir de teste para a transição do ensino profissional para o mercado de trabalho efectivo.















