A capitalização do Fundo da Paz da União Africana está na agenda de discussões da 21.ª Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da UA. O fundo conta apenas com 400 milhões USD, considerados insuficientes para dar resposta às acções de paz no continente, tema central do encontro que decorre neste domingo, 30, em Luanda.
Miguel Bembe, representante permanente de Angola junto da UA, explica que a mobilização e manutenção de tropas no terreno, além das necessidades logísticas e operacionais, exigem recursos finaceiros muito superiores aos disponíveis.
“Para mobilizar tropas e manter homens no terreno, logística, entre outros elementos, o valor acima citado não representa nada, comparando com o número de conflitos que o continente enfrenta”, afirma o também porta-voz da Cimeira de Luanda.
Para atestar o grau de conflitos em todas as regiões de África, Miguel Bembe informa que, dos 55 Estados-membros da União Africana, apenas 49 não estão sob sanções: “Outro desafio é o facto de suspender países que violam normas da UA e exigir que estes países continuem a pagar a suas contribuições”.
Considera, por isso, importante os Chefes de Estado e de Governo avançarem, na capital angolana, com reformas em muitas estruturas da UA, fazendo com que a Cimeira em Luanda se torne num encontro capaz de produzir decisões concretas no âmbito do Fortalecimento dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África.
Na reunião que ‘baptiza’ o novo Palácio de Convenções de Luanda, os líderes africanos vão, assim, procurar aprofundar a concertação política entre os Estados-membros e encontrar respostas mais eficazes e coordenadas para as crises que afectam diferentes regiões do continente.














.jpg)