IFC Markets Live Quotes
Powered by
3
1
PATROCINADO

Construção: Oito em cada dez obras estavam paralisadas no segundo trimestre

Teresa Fukiady
14/9/2026
1
2
Foto:
DR

O INE visitou 5.691 obras entre Abril e Junho. Destes, somente 1.241 (22%) estavam em construção, ao passo que 4.450 (78%) estavam paralisadas.

Apenas duas em cada dez obras acompanhadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) estavam em construção no segundo trimestre de 2026, enquanto 78% estavam paralisadas, indica a Folha de Informação Rápida do Inquérito de Acompanhamento dos Edifícios em Construção (IAEC).

Entre Abril e Junho, o INE visitou 5.691 obras em todo o País. Deste total, 4.450 encontravam-se paralisadas e 1.241 estavam em construção. Face ao primeiro trimestre, foram visitadas menos 441 obras, uma redução de 7,19%.

Luanda com 383 obras (30,8%) concentrou a maior parcela das obras em construção. Seguiram-se Huambo, com 153 obras (12,33%), e Namibe, com 123 (9,91%). A capital tem também o menor número de obras paralisadas, apenas quatro no segundo trimestre.  Em Luanda, de acordo com o documento consultado pela E&M, o número de obras paralisadas caiu de 368 no primeiro trimestre para quatro no segundo trimestre. Em sentido inverso, as obras em construção passaram de 124 para 383 no mesmo período.

Benguela, por outro lado, liderou o número de obras paralisadas, com 1.037 unidades. Das 1.041 obras registadas na província, apenas quatro estavam em construção.

Do total de obras visitadas pelo INE no segundo trimestre, 5.009 tinham como finalidade “Habitar”, 479 destinavam-se a “Uso próprio” e 203 apresentavam “Propósito misto”.

Quanto ao destino das construções, 5.155 eram residenciais e 536 não residenciais (incluem empreendimentos destinados à indústria, comércio, hospitais, escolas, escritórios, igrejas e hotéis).

As obras familiares representam a maioria dos empreendimentos acompanhados, com 4.739 unidades, equivalentes a 83,3% do total. Os profissionais ou mestres de obra responderam por 849 construções, enquanto as empresas privadas foram responsáveis por 103.

Relativamente aos materiais utilizados nas obras residenciais,  o betão e o ferro mantiveram-se como os principais componentes estruturais, presentes em 4.662 construções. Os blocos foram os materiais mais utilizados nas paredes, enquanto a torta de cimento predominou nos pisos. Nas coberturas, a chapa de zinco continuou a ser a solução mais adoptada.

As obras em construção envolveram 5.296 trabalhadores no segundo trimestre, entre permanentes, subcontratados e não remunerados. Os trabalhadores permanentes representaram a maior parcela, com 3.994 pessoas, seguidos dos subcontratados, com 1.168, e dos não remunerados, com 134.

O custo médio mensal da mão-de-obra nas obras em construção ascendeu a 343,9 milhões Kz no segundo trimestre, contra 83,4 milhões Kz no primeiro trimestre. No segundo trimestre, as obras residenciais representaram 283,5 milhões Kz desse montante, enquanto as não residenciais responderam por 60,4 milhões Kz.