O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) concluiu 11 projectos no País, num investimento (acumulado) de pelo menos 1,1 mil milhões USD nos últimos nove anos, segundo o secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, durante o lançamento da revisão da eficácia do desenvolvimento do País (CDER) /Angola 2016 – 2025.
Em representação ao ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, o secretário de Estado afirmou que o montante financiado pelo BAD foi investido nos sectores da energia, agricultura, água e saneamento, ambiente, governação, assim como no reforço institucional.
Os investimentos daquela instituição financeira africana, continuou, contribuíram para que pelo menos 1,3 milhões de pessoas pudessem ter acesso à electricidade. Ao mesmo tempo que foram reforçadas as capacidades de geração, transmissão e distribuição de energia.
No domínio da água e do saneamento, disse, pelo menos 550 mil pessoas passaram a beneficiar de acesso à água potável, “enquanto aproximadamente 30 mil pessoas beneficiaram de melhores condições de saneamento com impacto na qualidade de vida, na saúde e no bem-estar das famílias”.
Cabinda beneficiou de 1,98 milhões USD
Face ainda ao financiamento do BAD, disse, quase 50 mil agricultores adotam tecnologias mais produtivas e resilientes às alterações climáticas, contribuindo para o aumento da capacidade produtiva, segurança alimentar e a melhoria dos rendimentos das famílias rurais.
A título de exemplo, Luís Epalanga mencionou os projectos implementados com financiamento exclusivo do BAD na região mais a norte de Angola.
“Em Cabinda foram concedidos perto de 1,98 milhões USD em microcrédito a 3 714 beneficiários, dos quais 2 283 mulheres. Reabilitação de estradas rurais destinadas a melhorar a ligação entre as zonas de produção e os mercados e a facilitar o escoamento dos produtos”.
A execução do programa de apoio à diversificação económica, como se pode depreender das declarações de Luís Epalanga, proferidas no discurso de abertura do respectivo evento, em Luanda, também é resultado do financiamento do BAD, no valor de 165 milhões USD.
“Apoiou reformas nos domínios da gestão do investimento público, da administração fiscal digital, da contratação pública e das Parcerias Público-Privadas. Durante a implementação, as receitas fiscais não petrolíferas passaram de 6,5% para 8,2% do PIB”, declarou.
PMEs ‘receberam’ 124,4 4 milhões USD
Entre as intervenções estruturantes, avançou ainda secretário de Estado, destacam-se o projecto de desenvolvimento das cadeias de valor agrícolas da região Leste, avaliado em 211,4 milhões USD e o projecto emprego para os jovens crescer, no valor de 125 milhões USD.
Também constam das intervenções estruturantes, o projecto de saneamento inclusivo das cidades costeiras, no valor de 124,4 milhões USD as iniciativas associadas ao desenvolvimento económico do Corredor do Lobito, de novas operações nos domínios da energia e do financiamento às PMEs.
“Entre 2000 e 2025, os compromissos financeiros acumulados do BAD atingiram pelo menos 3 mil milhões USD , dos quais aproximadamente 2,9 mil milhões foram aprovados entre 2013 e 2025”, disse Luís Epalanga, no evento realizado em Luanda, a 16 de Setembro de 2026 e marcou o décimo ano da parceria do BAD e Executivo.















