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Empresas moçambicanas recuperam robustez, mas divisas continuam a limitar importações

Victória Maviluka
11/9/2026
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DR

O aumento evidencia uma melhoria tímida, de apenas um ponto percentual, num contexto em que as empresas estão a operar, marcado por sucessivos choques e constrangimentos.

O Índice de Robustez Empresarial em Moçambique, registou no segundo trimestre uma ligeira recuperação, passando de 26% para 27%, sinalizando um sinal de resiliência num momento em que o país confronta-se com vários desafios, com destaque para a crise de combustíveis e escassez de divisas.

A informação foi avançada esta quinta-feira pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) na apresentação da 22.ª edição do Economic Briefing.

Na ocasião, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, explicou que esta evolução demonstra que o sector privado nacional continua a revelar capacidade de resiliência e adaptação e evolução favorável das taxas de juro. “Este aumento evidencia uma melhoria tímida, de apenas um ponto percentual, mas que ganha significado quando consideramos o contexto em que as empresas estão a operar, marcado por sucessivos choques e constrangimentos. Contudo, não podemos interpretar esta melhoria como sinal de que os problemas estruturais sejam ultrapassados”, afirmou Massingue.

Do ponto de vista macroeconómico, o Índice de Robustez Empresarial evidenciou uma aceleração da actividade económica, que passou de 55% para 58% entre no segundo trimestre. “A evolução foi impulsionada pelo ligeiro aumento da procura agregada, pela estabilidade cambial e pelo comportamento favorável das taxas de juro.”

Ainda assim, o estudo apresentado sinalizou que a actividade empresarial continua exposta a constrangimentos que limitam a capacidade de produção e aumentam os custos das empresas.

“As dificuldades de acesso à moeda externa continuam a limitar a capacidade das empresas de importar matérias-primas, equipamentos, combustíveis e outros insumos essenciais à produção”, alertou o líder da maior agremiação empresarial moçambicana.

Álvaro Massingue recordou ainda que o período em análise continuou marcado pela demora na liquidação de dívidas do Estado ao sector privado, pelos desafios decorrentes da degradação das infra-estruturas rodoviárias após as cheias e pela falta de manutenção regular, bem como pela burocracia, fatores que continuam a elevar os custos de contexto para as empresas.