O Governo de Moçambique recebe, a partir de hoje até 18 de Setembro, uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) para discussões técnicas com vista à negociação de um potencial Programa ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargada (ECF – Extended Credit Facility).
A visita é chefiada por Pablo López Murphy e insere-se no quadro de cooperação económica entre o Estado moçambicano e a instituição financeira internacional.
Em Maputo, a missão do FMI deverá realizar uma revisão aprofundada do desempenho macroeconómico recente, avaliar o estado de implementação das reformas em curso e projectar as perspectivas futuras de cooperação técnica e financeira.
Durante a estadia na capital moçambicana, a comitiva liderada por Pablo López Murphy tem agendados encontros estratégicos com diferentes Ministérios, o Banco de Moçambique, bem como com representantes do sector privado e de instituições financeiras.
De acordo com o comunicado do Ministério moçambicano das Finanças, a cooperação com o FMI visa a melhoria da gestão macro fiscal e a abertura a novos financiamentos voltados para o desenvolvimento do país.
Em Junho, recorde-se que o FMI terminou a sua avaliação em Moçambique sem nenhum acordo para o novo programa de financiamento, alegando que “a economia moçambicana continua a atravessar um período desafiante, marcado pela subida da inflação e pela persistência de vulnerabilidades fiscais e externas". O FMI assinalou ainda que “o país continua a debater-se com dificuldades económicas, num contexto internacional cada vez mais complexo”, acompanhado por crescimento moderado e abaixo do seu potencial.
“A inflação aumentou recentemente, embora partindo de níveis moderados. Os desequilíbrios fiscais reduziram-se em 2025, num contexto de condições de financiamento restritivas, mas persistem vulnerabilidades fiscais e da dívida”, refere o comunicado do FMI após a visita em Junho.
O novo programa financeiro é negociado após Moçambique ter decidido em Abril antecipar a liquidação total da sua dívida no valor de 701,4 milhões de dólares, equivalentes a 514,04 milhões de Direitos de Saque Especiais (SDR), encerrando desta forma todos os pagamentos pendentes e antecipando o calendário de amortizações que se estenderia até 2030 junto daquela instituição financeira.










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