A rápida disseminação dos serviços financeiros digitais no País aumenta os riscos de fraude e abuso, afirmou o secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologia de Informação, Ângelo Buta João, durante a 4.ª Conferência Bimestral ARSEG Conecta, realizada recentemente em Luanda.
Segundo o responsável, alguns produtos digitais e canais de distribuição que operam no mercado financeiro angolano aumentaram a exposição ao risco dos consumidores, em particular para utilizadores inexperientes e vulneráveis.
O último relatório sobre Cibersegurança e Serviços Digitais do Instituto Nacional de Estatística (INE) de 2021, consultado pela E&M, indica que cerca de 2% da população angolana, entre os 15 e 45 anos, sofreu perdas financeiras devido ao pagamento pela internet, concentrando-se, maioritariamente, na área urbana.
O documento aponta que o grupo etário de 55 a 64 anos foi o que mais sofreu perdas financeiras resultantes de transacções via internet, com cerca de 5% das ocorrências, isto é quatro vezes superior à média nacional.
Face a este panorama, Ângelo Buta João garantiu que o Executivo pretende envolver todas as partes em matéria de cibersegurança, como entidades reguladoras das telecomunicações e dos serviços financeiros, prestadores de serviços financeiros digitais e de plataformas de pagamento, operadores de redes móveis, organizações internacionais, fóruns e consórcios do sector, para a criação de uma estratégia que permita identificar e gerir riscos.
“Isto passa, por exemplo, pela implementação do e-KYC e do estabelecimento de mecanismos robustos de autenticação de identidade para garantir o acesso seguro aos produtos financeiros”, afirmou, destacando que Angola “não pode ficar de fora” das iniciativas globais no domínio dos serviços financeiros digitais.














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