O sector de fornecimento de electricidade, gás, vapor e ar-condicionado da Nigéria contraiu pelo segundo trimestre consecutivo em 2026, recuando 10,6% em termos reais e anuais, anunciou recentemente o National Bureau of Statistics (NBS) da Nigéria, no relatório do produto interno bruto (PIB).
Apesar de a contracção ser melhor em relação à queda de 15,30% verificada no primeiro trimestre de 2026, ilustra a fraqueza contínua num dos sectores de infra-estrutura mais críticos da economia nigeriana.
O desempenho do sector contrasta (fortemente) com a economia no geral, que cresceu 4,43% em termos reais, no segundo trimestre do presente ano, acima dos 4,23% do trimestre de 2025.
As estatísticas do NBS mostram que a produção real do sector continuou a cair, apesar do aumento do valor nominal.
Em termos nominais, o sector de fornecimento de electricidade, gás, vapor e ar-condicionado registou um crescimento homólogo de 0,87%. E cresceu 4,98% no segundo trimestre de 2026, em relação ao primeiro trimestre.
O valor nominal do sector subiu 324,83 mil milhões de nairas (NGN) para 1,26 biliões NGN no segundo trimestre, ilustrando a diferença entre o valor económico nominal e a produção real.
A contracção real contínua daquele sector, considerado estratégico para economia nigeriana, sugere que valores nominais mais altos não se traduzem em actividade sectorial subjacente forte.
O fornecimento de electricidade é limitado à capacidade produtiva da Nigéria. Fabricantes, empresas e residências continuam a depender da rede nacional, suportada por geradores a diesel e gasolina para suprir as necessidades energéticas.
O desempenho mais recente aponta para desafios estruturais persistentes ao longo da cadeia de valor da eletricidade, incluindo capacidade inadequada de geração e transmissão, restrições no fornecimento de gás, infra-estrutura envelhecida e problemas de liquidez que afectam os participantes do mercado.
Os desafios apontados podem aumentar os custos operacionais para as empresas, limitar a produção industrial e enfraquecer a produtividade, potencialmente desacelerar o ritmo da expansão económica da Nigéria, apesar de os outros sectores demonstrarem melhor desempenho.














.jpg)