A alta carga de responsabilidade na indústria petrolífera tem provocado um aumento expressivo de hipertensão arterial e stresse laboral, uma realidade que atinge muitos jovens profissionais, alertou a médica especialista em medicina do trabalho e CEO da Centralab, Aida Azancot de Menezes.
Com presença na sétima edição da AOG 2026, a médica especialista defendeu a centralidade da saúde no sector de óleo e gás. "Podemos falar de grandes projectos e de uma grande produção de barris, mas atrás dessa produção há pessoas", frisou Aida Azancot de Menezes, ao destacar que o diagnóstico precoce e a prevenção são pilares essenciais da saúde ocupacional.
Para fazer face a estes riscos, a médica especialista deixou orientações claras dirigidas tanto aos trabalhadores como às empresas. "É fundamental sensibilizar o trabalhador para o cumprimento rigoroso da medicação, a melhoria da qualidade da alimentação, a perda de peso e a diminuição drástica do consumo de álcool", sublinhou Aida Azancot de Menezes, ressaltando que a missão do médico do trabalho passa por orientar e acompanhar o profissional em todo o seu percurso laboral.
Para garantir a segurança nas operações, a lei exige o afastamento temporário das plataformas offshore de quem apresente tensão alta. O trabalhador cumpre uma suspensão de cinco a sete dias para regularizar os níveis arteriais antes de voltar ao mar. A médica especialista lembra que, pelo elevado risco da actividade petrolífera, este acompanhamento médico deve ser estritamente anual.
Por fim, a médica especialista reforça que a vigilância da saúde do trabalhador é uma obrigação legal do empregador e não das seguradoras. O papel da medicina ocupacional vai além do diagnóstico. Actua na prevenção e na mudança de hábitos, lembrando que o avanço da indústria depende de um capital humano saudável.









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