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CIPAS’2026 junta decisores para definir medidas estruturantes para impulsionar pesca e aquicultura

Amilton Victor
1/9/2026
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Foto:
DR

Modernização do sector, segurança marítima, igualdade de género e inclusão financeira estarão no centro das reflexões, num encontro que busca também capitalizar linhas de crédito para PMEs.

As barreiras na conectividade marítima, produtividade, fiscalização e o combate à pesca ilegal estarão sob a análise de decisores e especialistas na 2.ª Conferência Internacional de Pesca e Aquicultura Sustentável – CIPAS’2026, a realizar-se nos dias 29 e 30 de Outubro, em Luanda.

Com o lema `Da Sustentabilidade à Transformação: Inovar para Proteger, Produzir para Prosperar´, o evento, que terá lugar nas instalações do Futungo de Belas, pretende definir medidas e projectos estruturantes, além de criar mecanismos para redução das perdas e aumento do rendimento das famílias que sobrevivem da actividade pesqueira e aquícola.

Durante o acto de lançamento do certame realizado nesta segunda-feira, 31, em Luanda, a ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, explicou que a iniciativa responde aos desafios do sector e reforça a execução de programas já existentes, como o Plano da Pesca 2023-2027.

Temas como modernização do sector, segurança marítima, embarcações adequadas, igualdade de género, higiossanitariedade, criação de cooperativas e inclusão financeira estarão no centro das reflexões, num encontro que busca também capitalizar linhas de crédito para pequenas e médias empresas (PMEs).

Segundo a governante, a inovação e a legalização das MPEs exigem capital e projectos sólidos com a coordenação entre o Estado, bancos e investidores, para que possam atender o mercado regional e internacional.

“Produzir não basta”, observou a responsável, considerando ser necessário melhorar as condições técnicas da cadeia de valores do sector, de modo a que o pescado chegue à mesa do consumidor com qualidade e preço justo.

Ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto.

Para Carmen do Sacramento Neto, a aquicultura deve ser vista como motor de produção alimentar, de diversificação económica e de criação de emprego. Para tal, sugeriu, têm de ser ultrapassadas barreiras exitentes no ordenamento das áreas, sanidade, tecnologia, assistência técnica e financiamento.

A CIPAS’2026 prevê reunir perto de 600 pessoas, entre representantes e especialistas de mais de 10 países de três continentes, além de organizações multilaterais e parceiros internacionais. Entre os Estados já confirmados, destacam-se Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Zâmbia e Noruega.

CIPAS’2025 ‘rende’ 20 mil milhões Kz

A 1.ª edição da Conferência Internacional de Pesca e Aquicultura Sustentável centrou-se na criação de mecanismos de financiamento robustos para PMEs e cooperativas do sector, culminando com uma linha de crédito de mais 20 mil milhões de Kwanzas, por via de um protocolo entre o Standard Bank e o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria Pesqueira e da Aquicultura (FADEPA).

Além da atracção de investimento privado, o encontro focou-se no reforço institucional para alavancar a economia azul em Angola.

O certame reuniu 11 países. Para além de Angola, país anfitrião, contou com a participação da Namíbia, África do Sul, Gana, Tanzânia, Camarões, Portugal, Espanha, Noruega, Alemanha e Brasil.