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Inflação moçambicana desacelera em Agosto com uma variação mensal de 0,28%

Hermenegildo Langa
16/9/2026
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Foto:
DR

Esta tendência foi influenciada, sobretudo, pela redução de preços nas divisões de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas.

Os preços em Moçambique voltaram a recuar em Agosto, registando uma variação mensal de 0,28% negativos, o que representa um agravamento da inflação face aos 0,26% observados em Julho.

Os dados constam no boletim mensal do Instituto Nacional de Estatística (INE), destacando que as divisões de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e de vestuário e calçado foram as que mais contribuíram para a desaceleração da inflação em Agosto, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC).

Em termos homólogos, a inflação fixou-se em 6,45% abaixo dos 7,48% registados em igual período do ano passado. Já a inflação acumulada atingiu 4,83%, também inferior aos 5,12% verificados no mesmo intervalo de 2025.

“Esta tendência foi influenciada, sobretudo, pela redução de preços nas divisões de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, com uma variação de negativa de (-0,33%) bem como de vestuário e calçado, que contribuíram com 0,02% negativos”, lê-se no relatório a que Revista Economia & Mercado (E&M) teve acesso.

Entre os produtos com maior impacto, destaca-se o tomate, que registou uma variação negativa de (-0,27%) no mês em análise.

Em sentido contrário, alguns produtos registaram aumentos de preços durante o mês. O cimento subiu 3,1%, enquanto a manga seca teve um aumento de 53,0%. A galinha viva encareceu 1,4%, o milho em grão aumentou 3,1%, o peixe seco 0,5%, o peixe fresco 0,6% e o camarão seco 3,3%. No total, estes produtos acrescentaram cerca de 0,14 pontos percentuais à inflação mensal.

No que diz respeito à inflação acumulada, a principal contribuição veio também da divisão de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, com 1,52 pontos percentuais, seguida da habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, com 0,44 pontos percentuais.

No período de Janeiro a Agosto, os principais contributos para a inflação acumulada vieram do gasóleo, dos transportes semi-colectivos urbanos e suburbanos de passageiros, do peixe fresco, da gasolina, dos serviços de táxi, da couve e do peixe seco. Em conjunto, estes produtos e serviços foram responsáveis por cerca de 2,82 pontos percentuais da inflação acumulada.