O subsector das rochas ornamentais de Angola deverá conhecer tempos de maior dinâmica, a contar com a implementação, na província do Namibe, do Polo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais e do Centro de Valorização do segmento na Huíla, avançou, recentemente, o secretário de Estado para Petróleo e Gás, José Alexandre Barroso.
O governante, que falava na apresentação dos resultados da produção e comercialização das rochas ornamentais nos últimos quatro anos, fez saber que, no caso do Namibe, se trata de “um projecto estruturante e uma importante aposta na criação de melhores condições” para o desenvolvimento integrado do subsector.
“A missão do polo é criar um verdadeiro ecossistema de desenvolvimento da indústria de rochas ornamentais, concentrando no mesmo espaço empresas, infra-estruturas e apoio à actividade, com o propósito de melhorar as condições de produção, reduzir custos, facilitar o escoamento e estimular a transformação das rochas em produtos de maior valor acrescentado”, afirmou.
Referiu que, com o referido polo, pretende-se promover uma transição progressiva de uma actividade predominantemente extractiva e orientada para a exportação de matéria-prima para uma cadeia de valor mais integrada, assente na produção, transformação, comercialização e exportação de produtos de maior valor.
Segundo José Alexandre Barroso, o Polo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais do Namibe deverá ainda favorecer a atracção de investimentos, a criação de emprego, a formação de quadros e o reforço das capacidades logísticas, técnicas e empresariais do subsetor das rochas ornamentais.
Esta aposta, disse, encontra complementaridade no já funcional Centro de Valorização de Rochas Ornamentais da Huíla, para quem desempenha “um importante papel técnico-científico” no apoio ao subsetor, contribuindo para a avaliação e caracterização das propriedades das rochas, o conhecimento das suas potencialidades e a melhoria das condições para a sua valorização comercial.
“O centro representa, deste modo, uma importante ferramenta para que as nossas rochas sejam não apenas extraídas, mas também conhecidas, caracterizadas e valorizadas, criando bases técnicas para a melhoria da qualidade dos produtos e para uma maior capacidade de resposta às exigências dos mercados”, explicou.
Para o secretário de Estado para Petróleo e Gás, trata-se de um conjunto de iniciativas que se complementam e convergem para um mesmo objectivo: reforçar as bases técnicas, produtivas e empresariais do subsetor e transformar o potencial geológico nacional em maior valor económico e social para o País.
Exportação atinge 179,61 milhões USD
Angola produziu 601,3 mil m3 de rochas ornamentais entre os anos de 2021 e 2025, permitindo um valor de exportação na ordem dos 179,61 milhões de dólares durante o referido período, informou José Alexandre Barroso.
O secretário de Estado para o Petróleo e Gás reportou, tal como a E&M noticiou, que os níveis de produção alcançados, particularmente a partir de 2023, evidenciam uma evolução que “ultrapassou significativamente” as projeçcões estabelecidas para o período até 2027.














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