As obras de construção do Terminal de Águas Profundas de Caio-Cabinda vão ser concluídas este ano e, para a gestão da infra-estrutura, foi realizado, nesta terça-feira, 08, em Luanda, o acto de abertura das candidaturas, com três empresas a concorrerem à concessão do terminal considerado estratégico para a integração económica regional.
José João Kuvingua, PCA do Porto de Cabinda, empresa que tem no terminal parte do seu ecossistema, refere que se trata de uma infra-estrutura que vai integrar equipamentos modernos de movimentação de cargas.
“Estamos diante de um terminal que, quando começar a funcionar, vai, praticamente, mudar o paradigma da logística e da indústria marítima portuária (...) de Cabinda, assim como dos países circundantes, tendo em conta a sua capacidade”, projectou o gestor.
Referiu que, economicamente, o terminal vai trazer “grandes vantagens”, principalmente se se considerar que, neste momento, para satisfazer a necessidades de Cabinda, os agentes tenham de se socorrer de outros portos, entre nacionais (de Luanda e do Lobito) e estrangeiro (de Ponta Negra, na República do Congo).
Com a inauguração do terminal às portas, as autoridades angolanas anunciaram que a Africa Global Logistics, o Consórcio MISG e a Sogester são as empresas aceites ao concurso internacional de gestão da infra-estrutura portuária em construção na província mais a Norte do País.
A Comissão de Avaliação, criada pelo Ministério dos Transportes, vai, agora, avaliar, minuciosamente, as propostas apresentadas para, ainda no decurso de 2026, anunciar a adjudicação do contrato de concessão do terminal por um período de 20 anos.
No caderno de encargos, o Estado angolano definiu que o concurso se destina a operadores ou consórcios com comprovada experiência na gestão de terminais portuários internacionais, sendo exigidos requisitos de qualificação técnica, financeira e operacional.
O também designado Terminal do Caio foi concebido para operações contentorizadas e não contentorizadas, com capacidade para navios de grande porte, incluindo embarcações até 5000 TEU (sigla em inglês de Unidade Equivalente a 20 Pés).
O projecto contempla cerca de 32 hectares de área operacional, 700 metros de cais comercial, um canal de acesso com 180 metros de largura e 15,5 metros de profundidade e uma ponte de acesso com aproximadamente dois quilómetros.















