IFC Markets Live Quotes
Powered by
3
1
PATROCINADO

86% das empresas não conseguem concretizar planos de transformação operacional, revela estudo

Amilton Victor
15/9/2026
1
2
Foto:
DR

O desempenho negativo é, em parte, resultado da quantidade de projectos que as empresas gerem aos mesmo tempo.

A maioria das empresas está a falhar no momento de modernizar os seus negócios. Um novo estudo global da consultora KPMG, intitulado Transforming the Enterprise, revela que 86% das organizações não conseguem obter resultados relevantes nem se destacar da concorrência, apesar do investimento contínuo em processos de mudança.

De acordo com a pesquisa, que ouviu 1.750 líderes empresariais em 20 países, apenas 14% consideram que os seus planos de mudança estão a ter melhor desempenho do que os da concorrência.

O desempenho negativo é, em parte, resultado da quantidade de projectos que as empresas gerem ao mesmo tempo. De acordo com a investigação, 9 em cada 10 organizações têm pelo menos duas iniciativas em curso, 72% desenvolve três ou mais, e mais da metade gere, simultaneamente, quatro ou mais programas de transformação.

Segundo Carlos Borges, chefe de Consultoria da KPMG Angola, o cenário explica-se, também, pela ausência de uma execução planeada e coordenada, o que resulta na “fragmentação” dos programas, e gera "ineficiências", custos adicionais e atrasos na adaptação.

“O principal desafio já não está em iniciar novos programas, mas em coordená-los, estabelecer prioridades comuns e assegurar que os investimentos em tecnologia, pessoas, processos e modelos operacionais contribuam efectivamente para os mesmos objectivos”.

Face a este panorama, a KPMG aponta três prioridades para melhorar a execução da transformação empresarial: na aprimeira sugere o reforço das bases de tecnologia incluindo dados, confiança e o governance; na segunda, aconselha as companhias a redesenharem os modelos operativos para integrar pessoas, IA e a automação; e na última, apela a “repensar” a empresa como um sistema interligado e em permanente evolução.

Para além da coordenação das iniciativas isoladas, o estudo recomenda ainda às organizações “a desenvolverem a capacidade de articular prioridades, decisões, capacidades e recursos", de forma a garantir uma execução integrada e ajustável às mudanças das condições do negócio.

A transformação digital é a iniciativa mais frequente, representando cerca de 70% das organizações. Seguem-se a transformação funcional, desenvolvida por 47%, e a transformação da gestão do risco, por 32% das empresas.