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“Angola precisa de converter o potencial marinho em valor económico que permaneça no País”

Victória Maviluka
16/9/2026
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Foto:
Isidoro Suka

O Executivo está focado em transformar os recursos e as vantagens marinhas/marítimas em capacidade produtiva, emprego qualificado e riqueza duradoura.

A ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto dos Santos, afirmou, nesta quarta-feira, 6, em Luanda, que “Angola precisa de converter o seu potencial marinho em valor económico que permaneça no País” e que seja capaz de melhorar a vida dos seus cidadãos.

A governante, que intervinha na VI Conferência E&M ‘Economia Azul’, disse que este valor deve ser reconhecido na qualidade dos alimentos que chegam às famílias, na actividade das empresas, nas competências dos jovens, no rendimento das comunidades e na capacidade nacional de produzir, transformar e competir regional e internacionalmente. 

“Destacam-se no mar as pescas, a agricultura, a produção do sal, os portos, os transportes marítimos, a construção e a reparação naval, a indústria petrolífera, a indústria gasífera offshore, o turismo costeiro, a investigação científica e todos os serviços tecnológicos que possuem relações que devem ser aproveitadas de forma organizada”, salientou.

Para a titular das Pescas e Recursos Marinhos de Angola, qualquer decisão que se toma a nível do mar produz efeitos em terra, como por exemplo uma falha de energia que ocorre numa infra-estrutura de apoio à actividade do mar que é capaz de comprometer toda uma produção. 

“Destaque directo para o pescado, mas também para a indústria petrolífera (...). Uma demora de certificação pode fazer perder o mercado, uma gestão inadequada dos recursos pode comprometer efetivamente toda a indústria”, alertou Carmen do Sacramento Neto dos Santos.