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Angola prepara rede nacional de plataformas logísticas

Teresa Fukiady
16/9/2026
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Foto:
Isidoro Suka

Estratégia prevê a integração dos portos, linhas ferroviárias e plataformas logísticas, de modo que estas infra-estruturas funcionem como um sistema.

Angola está avançar com a implementação de uma rede nacional de plataformas e centros logísticos, com o objectivo de aproximar os pontos de produção dos mercados consumidores e dar suporte ao sector produtivo, incluindo as pescas. 

A informação foi avançada pelo director da Direcção de Dinamização da Rede Nacional das Plataformas Logísticas (RNPL) da Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA), Alcides Paulo, durante a VI Conferência E&M “Economia Azul”, realizada nesta quarta-feira, 16, em Luanda.

A estratégia, segundo Alcides Paulo, prevê a integração dos portos, linhas ferroviárias e plataformas logísticas, de modo a que estas infra-estruturas funcionem como um sistema e contribuam para a actividade económica. 

“A ideia é colocar essas infra-estruturas ao serviço da economia, deixar de ter as infra-estruturas isoladas, mas elas funcionarem como um sistema”, explica.

Segundo o responsável, a estratégia de dinamização dos corredores logísticos não está limitada ao Corredor do Lobito, considerado o mais estruturante, mas abrangerá igualmente os corredores Norte e Sul.

“Nessa estratégia de dinamização do Corredor, há um elemento importante, que é o Plano Director do Corredor do Lobito que está a ser preparado. Todo o diagnóstico hoje está feito. Conhecemos quais são as dificuldades e também as oportunidades que existem”, assegura. 

Alcides Paulo considera que Angola dispõe actualmente de infra-estruturas mais modernas do que há uma década, sobretudo no sector portuário, enquanto a linha ferroviária tem vindo a ganhar eficiência. O desafio, acrescenta, passa agora por integrar essas estruturas e colocá-las ao serviço da economia. “Ainda não chegámos ao ponto, mas estamos no bom caminho”, admitiu.

De acordo com o responsável, o projecto das plataformas logísticas encontra-se numa fase de transição dos estudos para a execução de acções concretas. A complexidade do empreendimento levou o Estado a recorrer ao apoio técnico do Banco Mundial, que introduziu ajustes aos estudos realizados pelas autoridades angolanas.

Enquanto a plataforma definitiva não é construída, está já a ser implementada na região da Caála, uma solução logística de frio. “Hoje, quem vai para a região da Caála, vai encontrar aquilo que chamamos uma solução logística de frio. No fundo, é uma solução intermédia, enquanto desenvolvemos o projecto definitivo. Esta solução intermédia provisória, vai já também testar aquilo que é o modelo da plataforma definitiva como um todo”, explica o responsável. 

O projecto, avança, conta com o apoio do Banco Mundial, no âmbito do programa de diversificação para pequenas e médias empresas conduzido pelo Ministério do Planeamento. As infra-estruturas básicas, incluindo a instalação de energia, água e acessos, ficarão sob responsabilidade do Estado. A construção e instalação dos equipamentos da plataforma deverão ficar a cargo de um consórcio dos Países Baixos.

A VI Conferência E&M “Economia Azul”, subordinada ao tema “Do Potencial Marítimo ao Fomento Industrial – Infra-estruturas Portuárias e de Transporte, Transformação e Novas Cadeias de Valor”, reuniu decisores públicos, gestores de infra-estruturas, empresários, investidores e especialistas do sector marítimo.