Angola, através da Procuradoria-Geral da República (PGR), propôs a criação de redes de cooperação regional e internacional para combater crimes de corrupção, tráfico de drogas e branqueamento de capitais.
A proposta foi apresentada por Hélder Pitta Gróz, que dirige a PGR, explicando, por ocasião do XVI Encontro Internacional de Ciências Penais 2025 e do IV Evento sobre Legalidade, Direito e Sociedade, o papel do órgão que dirige enquanto ponto focal da cooperação judiciária internacional em matéria penal.
Segundo notícia publicada esta segunda-feira, 31 de Março, pelo Jornal de Angola (JA), Hélder Pitta Gróz alertou para a preocupação crescente com os ataques informáticos aos sistemas financeiros, que “impactam negativamente a economia e a segurança social”.
Além disso, abordou os riscos da mineração de criptomoedas, alertando que, embora recente, a actividade tem sido usada para branqueamento de capitais e provoca danos significativos à rede eléctrica do País.
“A criminalidade transnacional representa uma ameaça crescente à segurança e estabilidade dos nossos países. O combate a essa forma de criminalidade exige uma acção coordenada e concertada da comunidade internacional”, acrescentou o alto responsável.