A confiança dos consumidores angolanos melhorou no segundo trimestre de 2026, tanto face ao trimestre anterior como no mesmo período de 2025. Entretanto, apesar da melhoria, 64% das famílias afirmam não ter condições financeiras para poupar, segundo o Inquérito de Conjuntura no Consumidor (ICC) do Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o documento, o Indicador de Confiança dos Consumidores manteve-se acima da média desde o quarto trimestre de 2019. A evolução foi influenciada pela melhoria da percepção das famílias sobre a situação económica actual e pelas expectativas de melhoria da situação financeira e da economia do país nos próximos 12 meses.
Segundo o inquérito, no período em referência, o grau de optimismo em relação à actividade económica das famílias nos últimos 12 meses registou melhoria quando comparado com o período anterior e ao mesmo período de 2025.
Em relação ao desemprego, os consumidores registaram uma percepção mais favorável no segundo trimestre. Para os próximos 12 meses, as expectativas apontam para uma redução do desemprego face ao trimestre anterior e homólogo, em linha com o aumento das expectativas de crescimento do nível de emprego na economia.
“Há seis trimestres consecutivos que a confiança das famílias relativamente à evolução futura da sua situação financeira apresenta uma tendência de melhoria” assegura o INE. O inquérito aponta ainda que os consumidores esperam uma redução dos preços dos bens e serviços nos próximos 12 meses.
Apesar da melhoria da confiança, a capacidade financeira das famílias continua limitada. No país, 64% das famílias afirmaram não ter condições para poupar no actual contexto económico. O resultado representa uma melhoria face ao segundo trimestre de 2025, quando 70% das famílias afirmaram não ter capacidade para poupar.
No que concerne à aquisição de um automóvel nos próximos dois anos, apenas 2% afirmaram que, com certeza absoluta, pretendem comprar um carro, enquanto 61% dizem, com certeza, que não têm essa intenção. Este resultado representa um aumento face aos 58% registados no período homólogo de 2025.
Na habitação, 40% dos inquiridos dizem não ter intenção de construir ou adquirir uma residência para a família ou para algum dos seus membros nos próximos dois anos.










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