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Huíla dominou com 95% produção de rochas ornamentais no I semestre

Victória Maviluka
15/9/2026
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Foto:
DR

A província da Huíla comandou, igualmente, nas exportações. A China, cerca de 90%, Taiwan (5%) e Espanha, com 3%, foram os principais mercados compradores de ‘pedras’ de Angola.

Com 95,11%, a província de Luanda dominou a produção de rochas ornamentais em Angola durante o I semestre deste ano, informou Yuri Pinto, integrante do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET).

Ao apresentar, recentemente, em Luanda, o relatório sobre a produção de rochas ornamentais no país, o técnico fez saber que as províncias do Namibe, com 4,7, do Zaire (0,12%) e do Cunene (0,10%9) vêm a seguir na produção de ‘pedras’ entre Janeiro e Junho do presente ano.

Quanto à produção por tipologia, o quadro do MIREMPET disse que o granito negro esteve à frente das estatísticas no período em referência, com cerca de 92,72%, seguido do mármore branco (2,16%) e do granito rosa, com 1,37%.

O mês de Janeiro foi, segundo Yuri Pinto, o período de maior produção de rochas ornamentais, com 33,9 mil metros cúbicos, enquanto Abril foi o período com volume de produção mais baixo – aproximadamente 13,2 mil m3.

Quanto às exportações, no primeiro semestre de 2026, as exportações de rochas ornamentais totalizaram cerca de 139,48 mil metros cúbicos, avaliados em 21,3 milhões de dólares, a um preço médio de 152,41 USD por m3.

O quadro do GEPE do MIREMPET referiu que a Huíla comandou igualmente nas exportações, seguida da província do Namibe, Benguela e Kwanza Sul; sendo China, com cerca de 90%, Taiwan (5%) e Espanha, com 3%, os principais mercados compradores.

Exportação atinge 179,61 milhões USD

Angola produziu 601,3 mil m3 de rochas ornamentais entre os anos de 2021 e 2025, permitindo um valor de exportação na ordem dos 179,61 milhões de dólares durante o referido período, informou José Alexandre Barroso.

O secretário de Estado para Petróleo e Gás, José Alexandre Barroso reportou, tal como a E&M noticiou, que os níveis de produção alcançados, particularmente a partir de 2023, evidenciam uma evolução que “ultrapassou significativamente” as projeçcões estabelecidas para o período até 2027.

O governante anunciou que o subsector das rochas ornamentais em Angola deverá conhecer tempos de maior dinâmica, a contar com a implementação, na província do Namibe, do Polo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais e do Centro de Valorização do segmento na Huíla.